HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE SANTO ANTÔNIO DO PALMA

 

A área do Município de Santo Antônio do Palma pertencia inicialmente ao Município de Guaporé, tendo sido desmembrado em 1955, por ocasião da emancipação do Município de Casca, ficando anexado a este.

 

A história de nosso Município foi construída graças a garra e o desejo de progredir de determinadas pessoas que aqui vieram se instalar e com seu trabalho iniciaram a desbravação e o povoamento desta localidade. Os primeiros moradores da localidade de Santo Antônio surgiram no final do século XIX e início do século XX, não se podendo precisar o ano. Foi colonizado por imigrantes italianos e poloneses vindos de Veranópolis, Nova Prata, Antônio Prado, Muçum e Guaporé. Nesta época as terras pertenciam ao Município de Guaporé. Os primeiros moradores a se fixarem na sede e arredores de nosso Município foram: Cipriano Miranda, Antônio Biriba, Urbano Perin, Jacó Rosseto, Terêncio Giglioli, Ângelo Bussolarro, Constante Rebelatto, Antônio Borça e Bortolo Palma entre outros. As estradas eram feitas a facão, foice, pás e picaretas. Havia grande número de cargueiros e tropeiros que aqui passavam. Para atender a essas pessoas, a família Palma instalou um bar e uma casa de pouso e forragem para animais. As mercadorias trazidas de Muçum e de Guaporé, eram vendidas em Campo do Meio e Passo Fundo e vice-versa. A influência da família Palma foi tão grande que o local passou-se a chamar Vila Palma, conhecido até hoje. As primeiras famílias polonesas que se estabeleceram aqui foram: Estácio e Francisco Grochot, Wadislau Palinski, Casemiro Marcezinski entre outros.

 

Em 03 de maio de 1914 foi criada a primeira Escola Municipal de Santo Antônio. O primeiro professor chamava-se João Copini, substituído após pelo professor José Mattiello, que lecionou durante 35 anos.

 

O espírito de religiosidade sempre foi grande, no distrito. A fé do povo sempre foi forte e marcante, por isso em cada pequena Comunidade, foi fundada uma Capela para rezar e fazer reuniões. Sempre houve uma só religião, a Católica Apostólica Romana, a qual é praticada até os dias de hoje.

 

A Paróquia era atendida por padres vindos de
Casca. Inicialmente faziam o trajeto a cavalo e somente mais tarde motorizado. Em 1959 um grupo de moradores, lutou e conseguiu criar a Paróquia de Santo Antônio, que hoje é orientada por um padre que atende além da matriz, mais 17 capelas.

 

No ano de 1962, o então Prefeito Municipal de Casca, Sr. Arcido Perin, sancionou e promulgou a Lei Municipal n.º190, de 12 de dezembro de 1962, que criava o Distrito de Santo Antônio, tornando-o 4.º Distrito de Casca.

 

Porém com o passar do tempo, um grupo de líderes e o próprio povo sentiram a necessidade  de decentralizar o poder político e sócio-econômico. Criar uma maior autonomia, trazer recursos e melhores condições para o povo. Para tanto era preciso emancipar.

 

Iniciou-se então um trabalho de coleta de dados e idéias para tanto foi formada uma Comissão Emancipacionista, em julho de 1990. Inúmeras foram as dificuldades encontradas de idéias, caminhos, subsídios, enfim “do que fazer para emancipar”.

 

A partir de então o processo passou a ser montado, através de dados, declarações, relatórios, levantamentos, etc. A maior dificuldade encontrada pela comissão foi a de preencher as exigências, necessárias para emancipar, exigidas pelo governo estadual. A comissão foi incansável na luta, e o povo contribuiu fortemente, sendo unânime em consagrar o SIM pró-emancipação, em 10 de novembro de 1991.

 

Satisfeitas as exigências do governo estadual, no dia 20 de março de 1992, pelo Decreto n.º9591/92, foi criado oficialmente o novo Município de Santo Antônio do Palma.

 

Várias discussões foram feitas para chegar a um consenso sobre o nome do Município, mas a maioria optou por Santo Antônio do Palma, por ser Santo Antônio o nome do até então distrito e Palma, porque a sede era conhecida de Vila Palma devido a grande influência, no local, dos primeiros moradores da família Palma.

 

A instalação do Município aconteceu no dia 1.º de janeiro de 1993. Na 1.ª administração municipal, tomou posse o Prefeito Nestor Spolti juntamente com 9 vereadores. O segundo Prefeito foi Elói Antônio Palma.

 

Atualmente, a maior fonte de renda do Município está na agricultura com grande destaque para a produção agroecológica. A exploração de basalto, fumicultura, suinocultura e indústria madeireira e moveleira também têm seu destaque.

 

A extensão territorial do Município é de 126,1Km². De acordo com o senso do IBGE-2000 o Município conta com 2205 habitantes, sendo 1163 homens e 1043 mulheres. Outro fato interessante é que apenas 484 habitantes vivem na zona urbana e 1721 na zona rural, caracterizando o Município como essencialmente agrícola. Há 4 Escolas de Ensino Fundamental Incompleto (Pré-escolar e 1.ª a 4.ª séries), que atendem 94 alunos, no interior e uma única Escola Estadual, que atende mais de 300 alunos, com Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, localizada na sede.

 

O atual Prefeito é o Sr. Milton Cesar Dal’Asta, seu Vice é o Sr. Aquiles Perin. A Coligação União Trabalhista é formada pelo PT, PTB e PDT e conta ainda com 5 dos 9 Vereadores. A principal meta da administração é a descentralização do Poder valorizando a Participação Popular. O lema é: “Administração 2001-2004, ABERTA E PARTICIPATIVA”.